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Esbozo biográfico de Guillermo Lora

Teses sobre a Educação
VI Congresso do POR[
[janeiro de 2000]

I Congresso do POR
[junho de 1989]

 

Uma vida dedicada ao Partido Operário Revolucionário
Guilhermo Lora – 1922- 2009

13 de maio de 2012

O dirigente do Partido Operário Revolucionário da Bolívia faleceu no dia 17 de maio de 2009. Reproduzimos algumas lições deixadas por Guilhermo Lora, publicadas no folheto “90 anos de seu nascimento – esboço biográfico do líder do Partido Operário Revolucionário”.

Ao longo de seus 87 anos, Lora seguiu um longo caminho na construção do verdadeiro partido bolchevique. Cada problema, cada situação e cada conjuntura, foram analisados e respondidos por escrito, com o respaldo de inumeráveis documentos de investigação que fundamentava suas posições. Com critério científico, criticou aqueles que desviaram para o “ativismo” puro, mostrando que para fazer política é necessário conhecer a realidade social, inserir na massa explorada, ganhar militantes e fazer um impecável trabalho de propaganda.

Convencido do papel organizador do jornal para o Partido, fundou em 1947 a “Luta Operária”, convertido anos depois no Jornal  “Massas”. Criou os editoriais do Massas e da Mola do Diabo, escreveu uma infinidade de análises e balanços, projetos de teses para organizações sindicais e outros que foram publicados em suas folhas chamadas “A Colmeia”. Também se preocupou em divulgar a obra e pensamento de outros autores por meio da coleção “Folhas de meu Arquivo”. Sua impressionante obra, de consulta obrigatória para os estudiosos da histórica boliviana e para os marxistas, está concentrada na valiosa coleção de 67 tomos, sob o título de “Obras Completas”, editada por ele mesmo.

Em seu permanente afã para construir o partido bolchevique e superar a crise do POR, tanto no plano político como organizativo, seus últimos escritos e, sobretudo, os de 2005 a 2008, constituem uma valiosa análise autocrítica de toda experiência do trotskismo boliviano. No último período de sua vida, se esforçou para que os poristas compreendessem a necessidade de trabalhar no movimento operário. Através de seus escritos, traçou as principais linhas de autocrítica e estudo que deveriam empreender os marxistas para superar os erros cometidos pelo trotskismo no passado e, assim, fortalecer o trabalho da vanguarda operária.

Nas últimas reflexões, Lora fez esforço para responder a questão  porque o POR não conseguiu alcançar seu objetivo histórico. Esses escritos, que não se encontram nas Obras Completas, traçam três linhas fundamentais de autocrítica: 1) O trabalho do Partido na transformação do instinto em consciência; 2) O trabalho do Partido Internacional; 3) O problema organizativo.

Para Lora, a raiz de todos os erros cometidos na história do POR é não ter compreendido o fenômeno do instinto comunista. Essa incompreensão levou a confusão entre instinto e consciência de classe (...) O POR tomou as radicais ações instintivas dos operários por expressões de sua consciência, o que o fez descuidar de seu próprio papel dentro da inter-relação dialética classe-Partido e, portanto, a uma insuficiente maturação como direção dos explorados. Diz: “O instinto comunista dorme nas entranhas da classe operária e desperta (...) quando se agudiza a luta de classes, fundindo-se com a teoria marxista”. É errôneo confundir ambas as coisas, pois o instinto, para sobreviver e desenvolver, necessita ser convertido em política revolucionária, política de alcance insurrecional. O POR deve concentrar-se integralmente no trabalho de converter seus militantes operários em criadores de teoria.

Sobre o problema internacional, Lora afirmava que atualmente vivemos os efeitos da depressão mundial do movimento revolucionário, em função da opinião pública confundir estalinismo com comunismo. O POR deve contribuir na marcha para potenciar a IV Internacional. O movimento da IV Internacional desapareceu pela ação das correntes barbarizadoras dedicadas a sua destruição. Assinala que, em 1971, o POR não pôde consumar a revolução proletária, quando a realidade lhe era favorável e havia conseguido se afirmar como direção das massas, devido à debilidade da IV Internacional. O alto preço que pagou o trotskismo por essa derrota continua vigente, pois se traduziu no retraimento do poderoso partido boliviano. A lição consiste em que o desenvolvimento da Internacional só pode se dar por meio da ação dialética de suas seções nacionais. A potencialização recíproca dos partidos trotskistas é a única via para a revolução comunista.

Em relação ao problema organizativo, Lora ressaltou a falta de revolucionários capazes de dirigir as lutas das massas, reflexo de uma militância que não assimilou o marxismo como prática revolucionária consciente. Esse fenômeno põe em evidência, sobretudo, que a militância não tem conseguido assimilar com profundidade a teoria marxista da revolução. Conclui dizendo que o POR terá de encontrar o caminho para superar esses problemas por meio da assimilação autocrítica de sua própria experiência, tanto nacional como internacional.

A vida de Lora foi marcada por prisões e exílios. A sua atuação na greve mineira e o Massacre de Catavi, uma das mais duras provas suportadas pelo proletariado mineiro e seu Partido, lhe impôs o exílio ao Chile e Uruguai, passando pela Argentina. No exílio escreveu “O que sucedeu em Catavi”, um memorável testemunho sobre a repressão do governo da oligarquia. Vale lembrar que em 1961, o líder do POR foi confinado em Puerto Villarroel, onde sob sua influência os presos realizaram uma greve de fome em protesto às condições sub-humanas em que eram obrigados a viver.  Em quase todo o país, foram realizadas manifestações, greves e paralisações de fábricas em apoio aos dirigentes presos.

Nessa breve homenagem ao dirigente do POR não poderíamos deixar de assinalar o papel do jovem Lora na elaboração das Teses de Pulacayo, em meio a uma onda de greves e de radicalização das massas, foi realizado o Congresso extraordinário da FSTMB em Pulacayo. O documento foi aprovado. As Teses de Pulacayo caracterizam pela primeira vez o país como “capitalista atrasado” e, partindo das reivindicações dos mineiros, desenvolve sobre uma realidade concreta o Programa de Transição, reafirmando a estratégia da Ditadura do Proletariado.  Afirma, porém, que as Teses de Pulacayo não puderam encabeçar a marcha dos explorados para a conquista do poder, em função da debilidade política e organizativa do POR. No entanto, de acordo com as resoluções de Pulacayo, se formou o bloco Mineiro Parlamentar, Lora foi um dos deputados. A experiência do dirigente porista confirma as teses leninistas sobre a atuação revolucionária no Parlamento burguês. Sua atuação lhe valeu a cassação de seu mandato juntamente com os companheiros do Bloco Mineiro, sua expulsão da Bolívia e o exílio.

O Partido Operário Revolucionário do Brasil se esforça para assimilar os ensinamentos deixados por Guilhermo Lora. Temos consciência de que a melhor forma de reconhecer o incansável trabalho de Lora é construir o POR no Brasil, como parte da constituição do Partido Mundial da Revolução Socialista.

 

(Extratos do folheto – “90 anos de seu nascimento”, publicado pelo Partido Operário Revolucionário da Bolívia)

 

Novo! MASSAS 433

Notas para a Ação Revolucionária

Uma vida dedicada ao Partido Operário Revolucionário Guilhermo Lora – 1922- 2009 - 13 de maio de 2012

Viva o 1º de Maio Operário e Socialista. Aos trabalhadores e à juventude oprimida - 27 abril de 2012

Viva o 1o de Maio - Dia do Trabalhador
 

Abaixo o ato burguês de defesa das multinacionais. Pela independência política e organizativa dos sindicatos perante o patronato e seu Estado. Por um plano de luta para enfrentar a crise econômica, seus efeitos catastróficos e os ataques da classe capitalista e de seus governos aos explorados. Que a CUT, Força Sindical, CTB e outras centrais rompam com a Fiesp, CNI e o governo  - 3 de abril de 2012
 

Usineiros assassinam três líderes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) - 25 de março de 2012

 

Abaixo a Lei da Anistia da ditadura militar!Constituir um Tribunal Popular criado pelo proletariado e demais oprimidos em luta! - 22 de março de 2012

 

Marines norte-americano executam civis afegãos Fora os Estados Unidos e Otan do Afeganistão - 14 de março de 2012
 

Declaração do Partido Operário Revolucionário: Somente o povo sírio pode derrubar a ditadura de Bashar al-Assad! Combater a intervenção imperialista e seus lacaios! - 27 de fevereiro de 2012

 

Declaração do Partido Operário Revolucionário:  Aos estudantes e aos trabalhadores - 21 de fevereiro de 2012

 

Greve da polícia e bombeiros: Manifesto do POR - 12 fevereiro de 2012

Nossa Classe - Massacre no Pinheirinho. 10 de fevereiro de 2012

Retrato da barbárie no Pinheirinho - 25 de janeiro de 2012

Invasão policial do Pinheirinho. Um ato de barbárie do governo Alckmin (PSDB) e do prefeito de São José dos Campos - 22 de janeiro de 2012

Manifesto de defesa da posse de Pinheirinho pelos sem-teto - 20 de janeiro de 2012

O governo do PT, PMDB, PDT, PSB, PCdoB, mancomunado com o PSDB E DEM, são responsáveis pela situação desesperadora da população do Haiti - 18 de janeiro de 2012

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Manifesto do Comitê de Enlace pela Reconstrução da IV Internacional - 10 de dezembro de 2011

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Governo militar mata manifestantes na Praça Tahrir Abaixo a ditadura! - 23 de novembro de 2011

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Argentina: Reeleição kirchnerista e um quarto mandato em meio à crise cheia de contradições e convulsões.O PO mergulha no oportunismo eleitoral. 30 de outubro de 2011

Fim de todos os processos contra estudantes e trabalhadores da USP! 28 de outubro de 2011

Imperialismo assassina Muamar Kadafi Fora a OTAN da Líbia! 21 de outubro de 2011

Por uma frente única sindical e partidária para derrubar a lei anti-greve 19 de outubro de 2011

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Parlamentares aprovam o Código Florestal do agronegócio; e madeireiros mandam matar trabalhadores extrativistas - 27 de maio de 2011

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Oposição revolucionária ao governo do PT/PMDB/PDT/PSB/PCdoB

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Tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, Realengo, Rio de Janeiro. 8 de abril de 2011

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Líbia – um novo Iraque, um novo Afeganistão 24 de março 2011

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Liberdade aos presos políticos - 20 de março 2011

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Responder ao aumento das tarifas com a defesa do salário mínimo vital

Fora a intervenção do imperialismo na revolução! 1o de março 2011

Manifesto sobre revolução na Líbia de 27 de fevereiro 2011

Declaração do POR sobre a crise revolucionária na Líbia

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Junta Militar substitui Mubarak: Golpe contrarevolucionário no Egito

A revolução no Egito corre perigo (10/02/2011)

Não ao salário mínimo de fome. Pelo salário mínimo vital

Viva o levante popular no Egito!

XI Congresso do POR

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Gasolinazo de Evo Morales

Nenhuma confiança no governo burguês da Dilma!

Não ao massacre nas favelas do Rio de Janeiro

Massas Nº 400 – Uma conquista revolucionária

Argentina: Militante do Partido Obrero assassinado – responder com luta

Declaração do Partido Operário Revolucionário sobre o 2º turno das eleições presidenciais

70 anos do assassinato de Leon Trotsky – Viva a IV Internacional!

Venezuela: Provocação de Uribe - uma ação dos Estados Unidos

Fracasso do Congresso da Classe Trabalhadora (CONCLAT) de unificação Conlutas e Intersindical

Resolução eleitoral do POR

Manifesto: Em defesa da independência política da classe operária e demais explorados


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