• 29 abr 2024

    Viva o 1º de Maio operário, internacionalista e socialista

Manifesto 1º de Maio

 

Viva o 1º de Maio operário, internacionalista e socialista!

 

Viva o 1º Maio independente do Estado, do governo e de toda a política burguesa!

 

Viva o 1º de Maio que levanta o programa de reivindicações próprio da classe operária e dos demais trabalhadores!

 

Viva o 1º Maio que unifica os trabalhadores e as nações oprimidas do mundo inteiro contra a escalada militar dos imperialismo!

 

Viva o 1º de Maio que luta pela autodeterminação do povo palestino e pelo fim do genocídio desfechado pelo Estado sionista de Israel!

 

Viva o 1º de Maio que luta pelo fim da guerra na Ucrânia, pelo desmantelamento do cerco da OTAN à Rússia e por uma paz sem anexação!

 

Este 1º de Maio está diante de guerras, escalada militar e ataques brutais às condições de existência dos trabalhadores. Está diante da proliferação da miséria e fome. Está diante da brutal opressão nacional. Está diante do recrudescimento da expulsão de imigrantes. Está diante do crescimento das sanções e embargos decretados pelos Estados Unidos. Está diante da mutilação da juventude desempregada e arrastada pelo narcotráfico. Está diante da projeção da violência policial e do encarceramento que atinge principalmente os negros pobres e miseráveis. Está diante da falência do Estado burguês em proteger as mulheres oprimidas. Está diante do avanço das tendências nazifascistas. Está diante dos perigos da generalização das guerras e da confrontação dos Estados Unidos com a China. Este 1º de Maio está diante da emersão da barbárie social mais candente após a Segunda Guerra Mundial.

Este 1º de Maio está diante de uma profunda regressão no terreno das conquistas das revoluções que se iniciaram em Outubro de 1917 na Rússia e a constituição da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Está diante da crise econômica e social de Cuba. Está diante da luta anti-imperialista pelo rompimento do cerco dos Estados Unidos. Está diante do processo geral de restauração capitalista que levou à liquidação da URSS e empurrou a China a se submeter às relações capitalistas ditadas pelo mercado mundial. Está diante de uma profunda crise de direção do proletariado. Este 1º de Maio coloca a responsabilidade da vanguarda consciente de levantar o programa da revolução social.

Este 1º de Maio está diante de um movimento internacional pelo fim do genocídio do povo palestino e pela autodeterminação da nação oprimida. Está diante da repressão do Estado e do governo norte-americano aos estudantes que se colocam do lado dos palestinos. Está diante da luta contra a generalização da guerra no Oriente Médio. Está diante do objetivo de superar a passividade da classe operária e dos demais explorados no sentido de acabar com a guerra na Ucrânia. Está diante da necessidade de constituir um só movimento anti-imperialista e anticapitalista pelo fim das guerras de dominação, sob a estratégia do programa da revolução social.

Este 1º de Maio está diante da resistência crescente das massas às contrarreformas ditadas tanto por governos de ultradireita quanto pelos de centro-esquerda ou centro-direita. Está diante da tarefa de unir os explorados latino-americanos em defesa da luta dos argentinos contra o governo ultradireitista de Milei. Está diante da resistência dos oprimidos na Bolívia, Chile e Brasil contra governos de centro-esquerda e centro-direita. Está diante do objetivo de retomar as greves na França, Inglaterra, Bélgica e Alemanha, para derrubar as contrarreformas e contrapor-se à desvalorização da força de trabalho. Este 1º de Maio se realiza nas condições de polarização entre a riqueza ultra concentrada e a pobreza disseminada. Este 1º de Maio se coloca em defesa do programa de reivindicações que unifica e protege a maioria oprimida contra a decomposição mundial do capitalismo.

Este 1º de Maio está diante da luta pela independência política e organizativa da classe operária e dos demais explorados. Está diante do imperativo de rejeitar as direções sindicais e políticas comprometidas com governos e partidos que servem à burguesia. Está diante do combate à política de conciliação de classes. Está diante de trabalhar para que os explorados encarnem os métodos da luta de classes. Está diante da necessidade de constituir novas direções classistas e revolucionárias. Está diante do objetivo de arrancar os sindicatos da influência da política burguesa e pequeno-burguesa. Está diante da tarefa de restabelecer a democracia operária em todas as organizações de massas. Está diante da importância fundamental de elevar a consciência de classe do proletariado e do conjunto dos oprimidos. Está diante da tarefa de superar a crise de direção. Está diante da luta pela construção dos partidos verdadeiramente proletários, marxista-leninista-trotskistas. Está diante do trabalho por erguer o internacionalismo revolucionário, reconstituindo o Partido Mundial da Revolução Socialista, a IV Internacional.

Operários, demais trabalhadores e juventude oprimida, o capitalismo visivelmente vem se decompondo, descarregando sua crise sobre a força de trabalho, promovendo a guerra comercial, opondo um país aos outros, potenciando as tendências bélicas, provocando guerras de alcance regional e mundial. A anarquia da produção capitalista se agrava com o monopólio das novas tecnologias, o reforço do domínio imperialista e o recrudescimento do saque da natureza. As forças produtivas se acham extremamente desenvolvidas e se chocam com as relações de produção baseadas na grande propriedade privada dos meios de produção. O seu encarceramento nas fronteiras nacionais está em contradição com o estreitamento do mercado mundial. O capitalismo da época imperialista está mais do que amadurecido para a revolução que exproprie a burguesia e transforme a propriedade privada dos meios de produção em propriedade social.

As potências imperialistas vêm desestabilizando a ordem mundial estruturada após a Segunda Guerra Mundial. Agem poderosamente sobre as fronteiras das semicolônias. Necessitam, por outro lado, romper as fronteiras nacionais da Rússia e China restauracionistas, que com a revolução social quebraram elos da cadeia de dominação. É nesse marco que as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza refletem a amplitude da crise mundial do capitalismo. As consequências são conhecidas pelas experiências das inúmeras guerras anteriores. As guerras de dominação destroem forças produtivas e impõem condições mais duras de submissão ao imperialismo. As carnificinas recaem sobre a população trabalhadora. É o que o mundo está assistindo com a matança na Faixa de Gaza, que atingiu 34 mil mortos, sendo a maioria de crianças e mulheres, em 7 meses de bombardeios.

O agigantamento militar da OTAN e o rearmamento da Alemanha e Japão são sintomas do choque das forças produtivas com as relações de produção e as fronteiras nacionais. A unidade militar do imperialismo voltada contra a Rússia e a China, na realidade, está dirigida contra todo país que reagir ao saque e pretender a soberania nacional. As conquistas anticolonialistas e nacionalistas do passado estão em conflito aberto com as necessidades de acumulação de riquezas capitaneadas pelos Estados Unidos e aliados. A Rússia e a China são os principais alvos porque se valem das heranças de conquistas arrancadas dos capitalistas pelas revoluções proletárias.

A OTAN, agora, se mostra de corpo inteiro como um perigo para a humanidade, uma vez que se projeta como braço armado dos Estados Unidos, voltado contra a Rússia e China. O prolongamento da guerra na Ucrânia corresponde à decisão do imperialismo de não recuar o cerco à Rússia. A indústria armamentista vem obtendo altos lucros ao custo de milhares de mortos ucranianos e russos. A extensão da OTAN para o Indo-Pacífico corresponde à decisão dos Estados Unidos de potenciar a militarização da Ásia à espera de um possível confronto com a China em torno à Taiwan.

O proletariado é a única classe capaz de pôr em marcha um programa e uma política de combate às guerras de dominação, e, portanto, ao domínio imperialista.

Operários, demais trabalhadores e juventude oprimida, o Brasil não tem como escapar da crise mundial. Sua economia está vastamente interpenetrada com as relações mundiais dirigidas pelo imperialismo, sob o comando dos Estados Unidos. Nenhum governo burguês é capaz de se impor soberanamente diante das pressões das potências e das divisões interburguesas mundiais. Seja sob o governo ultradireitista de Bolsonaro, seja sob o governo de centro-direita de Lula, o Brasil tem de arcar com o peso e as travas dos monopólios internacionais e do capital financeiro parasitário. De maneira que as políticas econômicas e medidas antinacionais e antipopulares podem se distinguir na forma e grau particulares, mas não no seu conteúdo geral. Eis por que Lula mantém as contrarreformas de Temer e Bolsonaro. E promove novas contrarreformas. Está tão amarrado à gigantesca dívida pública e aos interesses particulares da oligarquia burguesa quanto estiveram Temer e Bolsonaro. O grande problema para os explorados está em que continuam a pagar com o desemprego, a informalidade, a terceirização, o salário mínimo de fome e os cortes de recursos aos serviços públicos essenciais.

Este 1º de Maio que se realiza sob a orientação da grande maioria das centrais e dos sindicatos serve ao governo burguês de Lula. Política e organizativamente, as direções sindicais desses aparatos amplamente estatizados não só renunciam à luta em defesa do programa próprio dos trabalhadores como também servem de instrumento à governabilidade burguesa. Em nome da “defesa da democracia”, se pratica a mais criminosa política de colaboração de classes. Em nome da luta contra a ultradireita bolsonarista, as direções sindicais colaboracionistas seguem a política exterior de Lula, cujas ambiguidades e jogos diplomáticos acabam servindo à ordem internacional sustentada pelo imperialismo. Devido ao bloqueio aos sindicatos pela política burocrática, a classe operária não teve como lutar com seu programa, bandeiras e métodos próprios de luta diante das guerras, do genocídio do povo palestino, dos bloqueios econômicos e da escalada militar da OTAN.

A classe operária, demais explorados e juventude oprimida devem rechaçar o colaboracionismo e o governismo. A bandeiras do proletariado não se confundem, não se mesclam, com as da burguesia. Há que defendê-las em todas a circunstâncias, ainda mais quando as massas são arrastadas pelas direções traidoras.

Viva o 1º de Maio Operário, Internacionalista e Socialista!

O guia dos explorados é o programa da revolução social, anticapitalista e anti-imperialista!