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04 jan 2026
Fora EUA da Venezuela e da América Latina!
Defender incondicionalmente nosso país irmão! Respondamos imediatamente a esse ataque. Restituição imediata do presidente Maduro!
Fora seus bancos, suas multinacionais, suas bases militares. Expulsar suas embaixadas. Detenhamos seu avanço colonial. Organizemos a luta anti-imperialista em todo o continente. O petróleo da Venezuela é dos Venezuelanos!
Trata-se de uma ação de guerra mais grave nas Américas. Os Estados Unidos intervieram diretamente no território da Venezuela e sequestraram o presidente Maduro e sua esposa. Bloquearam o país por ar e mar, bloquearam-no economicamente e, agora, dão um passo ainda mais grave com uma intervenção aberta em seu território.
Desde setembro, o imperialismo norte-americano tem deslocado todo o seu poderio naval para o Caribe, destruído numerosas embarcações e matado dezenas de pessoas em nome do combate ao narcotráfico, sem detê-las, sem mostrar a droga que supostamente transportavam. Em ato de prepotência confiscou vários navios petroleiros. O combate ao narcotráfico é a desculpa; é sabido que o objetivo é apoderar-se da maior reserva de petróleo do mundo. Os Estados Unidos buscam colocar o povo da Venezuela de joelhos para discipliná-lo, enviando uma mensagem clara aos povos sobre até onde estão dispostos a chegar. Já tentaram anteriormente com a tentativa de golpe fracassado contra Chávez, e com numerosas tentativas de sabotagem da infraestrutura do País.
Os EUA são responsáveis pelos golpes militares, pelas ditaduras, por todos os massacres em nossos países. São aqueles que nos endividam e saqueiam nossos recursos, colonizam o sistema judicial e os meios de comunicação, intervêm nos processos eleitorais para apoiar e impor seus candidatos. Os EUA atuam como o “gendarme” do mundo, querendo recuperar seu papel, agravando a guerra comercial que se transforma em bélica. Exigem que todos os recursos – os minerais, o petróleo e os mares, pertençam aos norte-americanos.
É fundamental a resposta do povo venezuelano, com sua classe operária à frente, com seus próprios métodos de luta, defendendo seu país frente a prepotência imperialista. Todos os partidos, os sindicatos e centrais sindicais, todas as organizações que se reivindicam anti-imperialistas devem mobilizar-se imediatamente, tomar todas as medidas para expulsar o imperialismo de nosso continente e exigir que os Estados Unidos devolvam Maduro e sua esposa e que retirem suas forças armadas, que cessem as agressões militares e os bloqueios econômicos.
Não bastam declarações e denúncias; é necessário tomar medidas de ação direta, imediatamente, em autodefesa. Os governos de nossos países ou apoiam abertamente o atentado terrorista dos EUA, como Milei na Argentina, ou ficam paralisados e impotentes. A classe operária, que não tem nenhum compromisso nem amarra com o grande capital, com a grande propriedade, deve liderar a construção da frente única anti-imperialista em cada país, para que lute de forma consequente em defesa da soberania nacional e da autodeterminação dos povos oprimidos.